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quarta-feira, 25 de março de 2020

Gerúndio [ergo sendo]

gerĕre, 'fazer, produzir, executar'


? (@amasya3535)






 

foi

violando regras e

auscultando donzelas e

jogando com os ditados e

modernizando noivados e

enganando os desenganados e

lembrando

‘ó que sonho estranho sonhei noite passada’

(dentro do coletivo viu o tempo

de hábito franciscano e cabeça raspada

enquanto ao seu lado

um romeno apressado lhe garantia

que era seu parente distante

via obscuro amanuense romano)

e

desesperando a próxima estação e

descontando seu parco dinheiro e

dispensando quantos anos já havia e

inalando olhares e

roubando fumaças e

ouvindo os sinos que arranham

os ouvidos na madrugada e

depois deles os galos

sofejando seus azedos solfejos

“tá na hora! já passou!”

tudo por assim dizer

em termos mais precisos

gerundiando

não chegando não passando

tudo sendo

gritou

“mãe!”

sua mãe preocupada acorreu na madrugada

“filho! é só mais um pesadelo!”

que ele lha explicou

“não mãe! é gerúndio!

se falássemos o tupi

eu dormia em paz”

e a mãe imaginando consolar

“filho, o tupi tem três tempos gerundiais”

 

pois

não prestando muita atenção

[na paisagem da janela

na própria sorte]

desconsiderando nacionalidades

destemendo gitanos

acordou zonzo e só

em um trem andaluz

indo

o Gerúndio de sempre

andrejcaetano 






quarta-feira, 18 de março de 2020

mitológicas II


it would never live out

yet he waited in void

 

to when they were nil to each other

[or nyx  daughter of the no-cycle]

 

oblivion before sisyphus plays another act

[no circus]

 

let ero’s wife brace for aphrodite impact

[no circle]

andrejcaetano
Gustav Vigeland

sábado, 14 de março de 2020

congonhas


mais uma vez neste calor de aeroporto. meninos pululando aquiali y piozinhos de xícaras de café batendo asinhas pousando pires. elas nem tanto estorvam mas tampam a propaganda a grande cárie a grande empresa de mineração detonando cargas para desencavar marfim-ferrugem e levá-lo em trens aos portos. não há montanha em mim. cordilheiras autistas vieram e converteram as falhas. cavernas das impossibilidades naturais sem ajeitá-las confins para o que se poderia e deveria: comê-las assim mesmo. cruas. mulheres passam para lá e para cá sem adereço sexual algum. naturalmente. querem rebento. dizem. se isso é sou com elas. quero um tataraneto [não um de carnes conectando ossos] e também quero poder derreter sorvete destacado de meus potenciais talentos na frente da plateia ávida. escorrer pelo ralo de meu consagrado e insosso coração masculino e conspurcado voltar à forma corpo-esqueleto parente dos macacos (nunca! nunca! a imagem-semelhança deus). quando tudo vier a ser – a digestão do eu mesmo ou a morte – não virá cavalo grego inerte máscara mortuária estátua granítica pedra viúva. tudo ressoa neste aeroporto. pessoas mascando comestíveis uma arquitetônica cinquentista do século passado quando tudo deveria ser mais calmo pois nem tanta gente assim da minoria viajava de avião e essas vidas deviam ser menos mascáticas e é possível que não soassem como agora. talvez também as mulheres não passassem para lá e para cá ondulantes e não fosse tão óbvio em suas faces o que elas não pensam. o enfaro das trajetórias balísticas. rendez-vous. não tenho minério em minha formatura. não tenho futuro de homem sóbrio nem fim de menino órfão. não vou me desvincular dos seres caducifólios: nunca fui hodierno! nunca serei pós-tumo! tenho alguma ciência agora: essa distância é de fato e contudo não pode se esconder dos meus olhos: te vejo safada! está em minhas mãos o mapa de tuas estradas. sei exatamente onde tu não queres ir! queres fazer crer que a única saída é aprofundar a caverna. pois ouça-me bem!: também não sou abissal! não há ferro nos meus cafundós! meu pai morreu há mais de vinte séculos e minha mãe casou-se em segundas núpcias com um unicórnio que nunca contraiu moléstia humana. percorri sozinho os litorais instantâneos léguas distante das liturgias das meias idades. quando nelas cheguei adentrei bandeirante-mascate as matas do horizonte. venho de longe ziguezagueante. cícero-neante. o que sempre foi.
andrejcaetano
@robjakrobjak

quinta-feira, 12 de março de 2020

fala [orides fontela]


Tudo
será difícil de dizer:
a palavra real
nunca é suave.

Tudo será duro:
luz impiedosa
excessiva vivência
consciência demais do ser.

Tudo será
capaz de ferir. Será
agressivamente real.
Tão real que nos despedaça.

Não há piedade nos signos
e nem no amor: o ser
é excessivamente lúcido
e a palavra é densa e nos fere.

(Toda palavra é crueldade.)
@raafat_saleh


segunda-feira, 9 de março de 2020

mitológicas I


alguém? antígona-ídola

     resolveu bem ser filha do rei

 

     [a mãe? morreu por conta própria

      afogaram-na palavra madrasta]

 

imagem? a esfinge nocauteada no chão
um ‘humano demasiado humano’ no queixo

 

tebas? que cidade careta

tudo cria de um tal oráculo

andrejcaetano
Daniel Murtagh

domingo, 1 de março de 2020

bicho-preguiça

 

bicho-preguiça sabe nadar nonada

sabe esvaziar vazio

não tem vontade de descer

nem de será

     [se escrevesse escrevia de sabiá

      de manga rosa espada ubá

      da alegria de carnabalizar

      das águas de pedra do rio cipó

      descendendo sem nada significar]

 

bicho todo-metáfora sabe sobremetaforizar

‘isto é apenas uma face do cubo de gelo’

e gargalha

que mera admiração pelo absurdo

  [nada sabe dos significados abatidos em mesas de bar

   em reuniões decentes e encontros notórios

   em antigas salas de jantar

   em aniversários casamentos e velórios]

 

ai enorme bicho-preguiça

abraçado a um galho de alguidar

fumando fumaça de narceja

bicho todo só-olhar

fala de longe lindas falas lentas

sem as iniciar

 

a suspirar a fumaça de seu narguilé

analisa as formigas transeuntes

não tem pressa

ali sempre

o jantar a passear

 

ai bicho maravilhoso com pulsão tão de vagar

que vontade de te abraçar


andrejcaetano
Monica Denevan

domingo, 16 de fevereiro de 2020

livreto da inquietação V

não sou um poeta, mas um poema;
e que se escreve, apesar de ter jeito de ser um sujeito
J-M É L (on Stéphane Mallarmé)

 

escrever do padecimento

é o padeiro fazer tijolo

enganadamente

enganando o fazer e o tijolo

 

mistura claras de idealização em farinha de fatos

adiciona óleo de miragem a essência de dissímulo

salpica palavras adocicadas sobre incerteza ocultada

coloca para assar um ano no forno das distâncias

 

eis o pão da angústia

puro delírio sintático

estático e semovente

distorcido e condensado

 

escrever de padecimento é o oleiro comer o pão

com lascas de sexo e geleia de amor

do parto do sol ao porto do chão

desejo difratando o idioma dissociador

andrejcaetano
Francesca Woodman

domingo, 9 de fevereiro de 2020

fique


A Mulher
mandou que eu me aproximasse
e lhe beijasse as órbitas
e ouvisse o mar
em sua concha coreácea
Depois ordenou
que eu deslizasse minha língua
por todo o seu costado
Exigiu então
que eu me abrigasse
entre suas ancas
e de lá só saísse
após rezar com fervor
em louvor à comunhão da carne
Durante a oração
a Mulher
Deusa da teoria dos ciclos
clamou coisas incompreensíveis
mas ao fim apenas disse
‘fique’
                                                                          andrejcaetano


terça-feira, 7 de janeiro de 2020

livreto da inquietação IV


Francesca Woodman












o prodígio da palavra é tanto transmutação

[atena despeitada   aracne virada aranha]

quanto nulificação

[orestes assassino da mãe absolvido por minerva]

 

o prodígio da palavra é incontível desvelo do real

[picada trilha estrada   tempo cheiro vento]

é paralisação perante frondosa bifurcação

[the road taken – the road not taken]

 

o prodígio da palavra é escape

por corredores emaranhados

llenos de breves trechos 

intermináveis sempre

 

o inatingível da palavra nunca

dois advérbios de tempo atemporais

um perpetuamente [cela com a porta escancarada]

o outro jamais [porta escancarada para uma cela]

 

o prodígio dela é tão

que os vaidosos da palavra

as usam para queimar fogueiras

 

e os mendigos da palavra

as usam para desconstruir os iglus

onde feneciam congelados

 

o prodígio da palavra é uma arapuca:

preces a bifurcações

preços

prazos e mata-burros

andrejcaetano



sábado, 28 de dezembro de 2019

livreto da inquietação II


Francesca Woodman

aceitar é preciso

a brandura das ondas a virulência

a colmeia do mel o mel da abelha

as férias os pirilampos

compreender não é preciso

 

pessoa escreveu um livro inteiro desassossego

[composto por um ajudante de guarda-livros]

eu

engulo suspiros

regurgito confusão

 

como quase qualquer pessoa

confiada à aleatoriedade marítima

das marolas aos vagalhões

bem poderia escrever um livro de sublimes inquietações

 

mas me jogo pulo salto caio levanto pulo salto caio levando

ao soprar de nem sei quem

pairo no éter

pena presa no vento

 

no ar invagino

os bofes para fora

e em vez do desassossego sossegado

[e ergo o livro profundo e vão]

espero

que a lama estenda suas asas

e lave a embarcação

 

espero com o coração na mão

à mostra

sem pudor

batendo o bumbo do mar batendo no chão

para quem quiser olhar

para quem quiser ver

o bicho bobo das ideias

da propostas das sugestões

 

me assombra como alguém preso no ar

do sopro de outrem

esteja tão bem aprumado

com o coração sem preço

ali na mão

de toda sexta feira

andrejcaetano


livreto da inquietação I

Saber que será má a obra que se não fará nunca. Pior, porém, será a que nunca se fizer. Aquela que se faz, ao menos, fica feita.
Será pobre mas existe, como a planta mesquinha no vaso único da minha vizinha aleijada.
Essa planta é a alegria dela, e também por vezes a minha.
Fernando Pessoa

écrire per scrivere ahora ese incomod-agitazione sensa volta
schreiben en otra lengua que eça does not cabe das thing atravezada al mezzo de la carretera
en verdad they are multe y hay que bullet them:
  • os não-profissionais da vida e de todos os ramos de atividade, os que balançam o tronco para lá e para cá ou encaixam o queixo entre o polegar e o indicador da mão direita (esses são os destros) e colocam o olhar acima do nível do nada quando tudo o que têm a fazer é saber o som e dar o tom de um sim ou de um não e diante do nada ad mirante arrastam-se e ao saco do mundo ao descerem do pêndulo ou lépidos e fagueiros como subiram descem e jogam o saco do mundo na primeira lixeira que passa e comentam com o primeiro transeunte que encontram que gostariam mas talvez não gostem [I do prefer os amadoras; sinceras, são profissionais mesmo na dúvida]
  • alguma coisa que vem lá de longe, de uma dimensão pansexual, um quer-não-quer que quer tudo, doucement pantagruélico, ou um quer que parece que não ou um não quer que parece que sim, assim um pingue-pongue (tênis de mesa não é) sem bolinha ou mais, muito mais precisamente, com muitas bolinhas invisíveis
  • uma coisa intangivelmente emasculada que vem de bién cerquita, vraiment de dentro, profissional, é-não é, resolve logo pentejo, que, suscetível, pobrezito, se enreda e se embanana e mesmo patinando na pista de pouso levanta voo e voa a esmo sua imaginação intuitivamente poderosa e míope e vê cascalhos e narcisos e vê a desvontade dos não-profissionais e vê segredos nada secretos e vê francesca-lente fissuras onde elas pareciam não ter como existir, francescamente metade ou parte de uma figura sumida numa parede, a outra parte ou metade totalmente inteira e vera e sempre (ou quase sempre) algum espelho [she, a homem de pau, I adore, she gets exactly what messes me up which I guess is myself when what drives me does not drive anyone else in particular]
  • la famiglia mediana autoajuda orlando lisboa aruba em seus assuntos-negócios, seu impressionismo paracientífico, seus sentimentos genéticos habitando o habitat do habitus da mundanidade da mais alta relevância, le famiglie frações da Klasse que lacrimeja na ágora ao som sertanejo universitário e esquia na encosta trágica da história contemporânea no exato instante em ela fede a um palmo de seu enorme sexo-nariz
  • o instagramático semicircuito beletrista de liubliana, de simpática semântica e comportada sintática però sem dramática alguma
  • mi lack of pazienza, seasickness mismo, con mis tentativas insinceras de não trupicar para não cair no pé do pai e deixar escapar pela boca o que em mim entrou ou deixei (deixei?) entrar pelos poros pessoais e sociais ou, talvez, para fazer jus ao profissional que sou, tudo em mim que total ou parcialmente está nos bullets acima

y halt por que lo que pasa es que podríamos seguir ad infinito et nauseam mas de agora a pouco soará em torno desta mesa o canto da sereia da meia noite e de nada adianta cera e correntes pois as sereias têm uma arma mais potente que seu canto, o silêncio (segundo relatou a long time ago um profissional do curto-circuito maletrista de praga)

andrejcaetano
Francesca Woodman


domingo, 1 de dezembro de 2019

tango

if you're going to try, go all the way; otherwise, don't even start
Charles Bukowski


a mão dela em meu ombro
sua perna se me enrosca
serpente olha fita mira
admira o corço tolo
tão óbvia suzerana
sabe fácil a presa tonta
e então mais dois passos
debruça ela suas costas em meu braço
e guia meus ermos cegos e meus sapatos gastos
pelas entrelinhas dos meios dos caminhos
pelas meias-verdades das sagradas escrituras
pelos labirintos de priscos pergaminhos
e então com apenas um gesto-traço
absorve-me em sua infra-estrutura
andrejcaetano
Eric Kellerman

sábado, 19 de outubro de 2019

the korean war

“Short, fat, heavy drinker with a pugnacious scowl that led his troops to call him ‘Bulldog’, Lieutenant General Walton Walker, Texas-born, schooled at West Point, landed in Korea on July 2nd 1950 to defend Pusan, the last piece of land the capitalists held in the Korean peninsula.”
[“MacArthur landed with the X Corps at Inchon on September 15th 1950”]

Então les americaines empurraram os comunistas até a fronteira com a China
Os chineses não gostaram
In late October the Chinese entraram na guerra and pushed les capitalists back below the 38th parallel
The war então ficou assim: a bloody stalemate
Até o armistício
July 1953

August 2013
Em Pusan mulheres lindas andam nas ruas como se as ruas fossem passarelas para as princesas do Reino Independente das Mil e Uma Princesas passarem absortas teclando seus espertos telemóveis
[zangões inovadores desenvolvem espertas tecnologias para aparelhos telemóveis]
A taxa de fecundidade da implosão demográfica: 1,2 filhos per capita feminina
Assim estão as coisas

São tão genuinamente delicadas todos elas que são coreanas os camareiras são coreanas os pedreiras os balconistas os vidraceiras os lavadeiras as cozinheiros
Assim parece ser

As princesas absortas do Reino Independente das Mil e Uma Princesas caminham indiferentes em direção à extinção
Assim pode vir a ser

Sorriem muito
Cumprimentam muito
Cumprimentam com uma mesura do tronco em movimento de humildade
Agradecem muito – gansa-ham-dá – com a mesma mesura
Está tudo organizado – incluso o gasto público – com tecnológica e metódica paciência
Está tudo certo no Reino da Cortesia Avançada
A não ser pela taxa de fecundidade
Assim é

Talvez a linha fictícia do paralelo 38 desapareça tal e qual aquele muro que derreteu entre as Alemanhas e talvez o norte inunde o sul em uma grande orgia procriativa

Ou talvez o sul engula o norte em uma longa e estéril cópula criativa

andrejcaetano - Busan, South Korea (2013)
U.S. Navy

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

epígrafe

I am tabula rasa, please fill me
Andy Warhol

com os braços cruzados
os deuses farão a chuva
com a face impassível das águas
farão verbos e faraós
histórias sacras cegas malucas
acidentes de ácido sulfúrico

fatigados de muito trabalho
me farão um dia escrever
que cruzei uma ponte tal
num dia tal
e alguém passou por mim
e estava grávida de dois meses
andrejcaetano
Frank Herfort

domingo, 18 de novembro de 2018

modelo para editais universais

Jean Marconi

introdução blasé
o ofício a fazer a obra
o trabalho
a agenda jetzt-ayer
almas esquemáticas
[disciplinas a disciplinar
coordenações a coordenar]
vaso vazio na cabeceira da pista
a descolar

construição
[uma sociedade contra o estado?
 confrarias?
 uma participação especial?
 mil e tanto?
 marcenarias?
 a felicidade de seu estrato?]


justificativa sincera
Nonsense esquematizar o nonsense no papel assim:
a disciplina
a gestão
o filha
psicanálise
muita televisão                                                           carro demais
                                                                                                trânsito
                                                                                                interurbano
                                                                                                muito barulho
as bíblias tão chatas
as receitas perfeitas
o respeito
a grande derrota

[o tempo  a vida que há
 há somente dali para frente
 do agora em diante
 ainda e sempre]

(o derrotado amador é um re(tro)visor profissional)


metodologia consuetudinária
não era isto
não era aquilo
o que era?
[a pergunta pronta veio sem querer
 coisa de procrastinador]

qualquer estafeta tem sua agenda científica
toda agenda
causa
ou é associação
                        [te imobilizaste encruzilhada ou pegaste a trilha errada?
                         os ímpares avaliarão]

um mim sociológico
se escreve
escreve para revelar o que se aparece natural
porém é fora de si o todo-poderoso
o que se pode é o que se deve
[citar clássicos é parte e forçoso:
            ‘os deuses vendem quando dão’]


resultados desesperados
título da mesa: war on clichês – overture movement
a brief introduction onto her work:
eu gosto sem você
eu sem amo sou
eu sei não
eu sei que você também
coordinator: isso está em livro publicado pela Gallimard
presenter II: isso   talvez seja isso
presenter X: sua obra foi escalar
discussant: ...
from the floor: no eixo o amo sobreposto ao trabalho
from the bar: quanta sorte essa confluência circular
also from the bar: a sobrevivência é uma fábrica de fantasias
an outsider on the floor: o que de resto nunca é falho
somebody: a não ser pelos estatelamentos da construição
nobody: é, tem que ler o prefácio à 2a edição


considerações mui pessoais
a questão central era se a história depende da presença de mitocôndrias no enredo
mas o que ela queria era escrever um livro
sem umas rimas
sem regências
nem umas solução
muito menos esquemas listas roteiros
nada de promessas
ela queria a disfunção!
um canal
luz câmera ação
orcas
predando nos mares gelados
caçoando da caça
uma para as seis
[mnemônicas camaradagens]
excertos se esborrachando nos rochedos
esse tanto de deuses nórdicos
e seus círculos polares obviamente árticos
andrejcaetano