adorava ser pau p’ra toda
obra
pilar e viga
tijolo e massa
perdia prazo
pendia mais
pedia não
quebrava a cara
a pau
adorava ser feito de bobo
ficava opaco
aerado
otário
raiva de chumbo no bojo
depois passava
ria muito
bobo alegre
adorava chorar pitanga
pelotas boninas
sexo para todo lado
fast food
tantas gentes
todo mundo
faminto
todo mundo fominha
adorava barbas de molho
capitão gancho
imberbe de ouvidos moucos
sininho
pouca gente
muita gente
tanto fazia
todo mundo ouvia
adorava o que ficava entrelinhas
estrelinhas
nihon-go
bem querer
sem querer
malmequer
quaisquer
metonímias corrediças
adorava estar no mundo da
lua
que vem da ásia
vida ganha
nem aí
na eira do fim
sob a chuva imóvel
mirava ferrugem
acolá longe
adorava
fingir de morto
experimento-postergação
confundia
antecipava
às vezes tentava lembrar
o que o pai costumava dizer
o pouco que fica de tudo
que o instante existe
andrejcaetano

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